Artigos

Um pesquisa conduzida pela Din4mo, envolvendo um universo de 4 mil pessoas cadastradas na plataforma equity crowdfunding Broota, revela que, para a maioria, o valor do investimento pretendido é inferior a R$ 10 mil: 36% pretendem destinar menos de R$ 5 mil; e 26% entre R$ 5 mil e R$ 10 mil. O prazo de investimento ideal varia entre três e cinco anos. Entre os que já aplicaram na modalidade, 34% preferem esse período de tempo, e entre os que ainda não empregaram recursos embora inscritos na plataforma, 31%.
O estudo "Investidores de Equity Crowdfunding", que contou com as respostas de 362 cadastrados na plataforma Broota, teve por objetivo mapear o perfil dos investidores, analisar o tipo de negócio que desperta mais interesse, as principais demandas relacionadas ao processo de investimento e a percepção sobre o impacto social.
Em relação à situação ocupacional, a análise do perfil mostra que 43% dos que já aplicaram em equity crowdfunding atuam predominantemente como empreendedores ou investidores: 37,3% trabalham em empresa privada como sócios; 26,2% trabalham em empresa privada com carteira assinada; 12,4% são autônomos ou profissionais liberais; e 9,7% são funcionários públicos. Em geral, são jovens com alta escolaridade: 70% dos entrevistados têm menos de 40 anos, são do sexo masculino (92,5%) e grande parte possui pós-graduação (62%).
Segundo Marco Gorini, um dos coordenadores da pesquisa e sócio-fundador da Din4mo, embora seja um conceito recente no Brasil, o equity crowdfunding mostra um potencial significativo de expansão. No exterior, Inglaterra e Estados Unidos destacam-se como líderes no modelo. O equity crowdfunding é a oferta pública de valores mobiliários que uma empresa disponibiliza para um grupo de investidores por meio da internet.
Ao contrário do crowdfunding tradicional, em que a pessoa recebe brindes ou mesmo o produto como recompensa pelo capital aportado, no equity crowdfunding, o investidor recebe, como contrapartida, uma participação acionária ou um título de dívida, que pode ser conversível em ações da empresa apoiada.
Por tratar-se de uma oferta pública de valores mobiliários, as captações via equity crowdfunding devem ser informadas à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) segundo regras estabelecidas pela instrução CVM 400. Para facilitar essas operações, a CVM simplificou o processo para captações de até R$ 2,4 milhões - desde que as empresas faturem até R$ 3,6 milhões.

Fonte: http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2016/10/cadernos/empresas_e_negocios/524344-audiencia-publica-precede-regulamentacao-do-equity-crowdfunding.html

Enviar-me um email quando as pessoas comentarem –

Para adicionar comentários, você deve ser membro de Din4mo.

Join Din4mo