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Diversos negócios  sociais partem do pressuposto de que o usuário de baixa renda tem uma conexão adequada de internet. Mas isso nem sempre é verdade. Assim, quando tiver que desenvolver um projeto de tecnologia voltado para a baixa renda, o empreendedor deve considerar a dura realidade do segmento:

  • A penetração de internet domiciliar atinge em torno de 50% dos domicílios no Brasil, estando muito mais presente na classe C, do que nas D e E;
  • O celular inteligente tem uma penetração mais elevada do que o residencial, sobretudo entre os mais jovens. Porém, muitos deles não tem um plano de dados que permita um acesso frequente;
  • As escolas - local privilegiado para projetos de caráter educacional - tem conexões de baixo desempenho e os alunos costumam ter acesso muito limitados aos equipamentos. São raras as escolas com wifi de uso livre para os alunos.

Sabemos que tudo isso está mudando rapidamente. Mas se o projeto em questão tem a ambição de atingir as classes D e E, ele precisa ter um pensamento voltado para soluções simplificadas, como as possibilitadas pelo emprego do SMS por exemplo.

Tudo isso parece frustrante. Mas mesmo nos Estados Unidos, esse tema continua em debate, sobretudo agora que as escolas usam mais as soluções por internet que assumem como pressuposto que as crianças tem acesso à internet residencial. Esse é o tema de um interessante artigo publicado no New York Times essa semana. Confira o link abaixo.

http://www.nytimes.com/2016/02/23/technology/fcc-internet-access-school.html?smprod=nytcore-iphone&smid=nytcore-iphone-share&_r=0

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