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Todos fomos impactados na última semana com mais uma decisão judicial que pediu o bloqueio do WhatsApp no Brasil - a quarta em 12 meses. Além de violar o Marco Civil da Internet, conjunto de regras que marca a Constituição desse novo espaço, a medida escandaliza a distância e desconhecimento do judiciário e legisladores na criação das regras desse novo mundo digital.

Dados da McKinsey Global Institute mostram que em 2014 trafegaram pelo mundo 211 terabits por segundo, o que é 45 vezes mais do que em 2005. O estudo ainda aponta que esse trafego da economia digital contribuiu mais para o crescimento global do que a troca tradicional de bens.

O Professor Klaus Schwab, fundador do Forum Econômico Mundial, chama esse momento que vivemos de A Quarta Revolução Industrial, quando as linhas entre o digital, físico e biológico se confundem.

Fonte: Navegating the Next Industrial Revolution, WEF (2016).

Outras microrevoluções, parte desse processo, precisam ser acompanhadas. A primeira é que ainda estamos experimentando os benefícios da Internet das Coisas (IoT). Os ganhos em escala dos objetos conectados à Internet possibilitará análise comportamental em tempo real, aprimoradas situações de consciência, como a realidade virtual, otimizações severas de processos, otimização de recursos e controle/resposta instantâneos em sistemas autônomos complexos. 

A segunda microrrevolução já está sendo com o BitCoin. Mais do que a moeda digital, o protocolo Blockchain que regula, de forma distribuída e sem a necessidade da instituição centralizada - como um Banco Central combinado com o lastro da moeda - a geração de valor entre pontos (peers) de uma rede. Isso pode transformar como numa as relações de troca de bens, serviços. Será possível monetizar bens intangíveis como tempo e intencionalidade e aprofundará ainda mais a mudança mental exigida para a nova economia.

Tudo isso é positivo se conseguirmos levar estes benefícios para todos. O Estado tem um papel fundamental de facilitar e viabilizar a criação desse ambiente - isso significa determinar regras de um jogo que ainda estamos aprendendo e não temos sequer a dimensão do impacto. É improvável que isso aconteça, porém, sem uma pressão das empresas, que puxam a curva da inovação, e da sociedade, que pode estimular esses benefícios para todos.

Links úteis:

  • http://www.economist.com/news/finance-and-economics/21700700-trade-data-seems-very-important-there-are-no-good-er-data-it-priceless
  • https://www.weforum.org/agenda/2016/01/the-fourth-industrial-revolution-what-it-means-and-how-to-respond/
  • https://blockchain.info/pt
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Comentários

  • Empreendedor

    A tecnologia está caminhando nesse sentido de transcendência e se formos comparar com as outras revoluções industriais, acho que a sua importância é pode ser justificável para definição desse novo marco. 

    Na minha opinião, um fator decisivo para definição dessa era será a evolução da inteligência artificial. No exemplo da tecnologia de IoT que foi citada, será o momento quando a tecnologia para de atuar como simples processamento de comandos I/O e passa a ter autonomia para criar sistemas a partir de aprendizados, isso somado a compreensão de linguagem natural diminui ainda mais a linha entre o digital e o humano.

    • Din4mo

      Totalmente de acordo Ruy. Fascinante esse novo momento, não? Agora como podemos dar autonomia às máquinas de forma que elas ajam com propósito for good e não apenas um reflexo de uma sociedade utilitarista?

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